domingo, 30 de junho de 2013

Morte de Chacrinha completa 25 anos


Os anos passaram, mas artistas como o Velho Guerreiro não são esquecidos pelo público. Para quem assistia seus programas, que por um bom tempo deixaram um vazio na tarde da Globo depois da morte do apresentador, pode parecer que ainda ontem ele estava jogando bacalhau para a platéia ou chamando pela Teresinha, mas a verdade é que já se passaram 25 anos desde sua partida, no dia 30 de junho de 1988. 
Para aqueles que, como eu, nunca chegaram a ver um programa do Chacrinha enquanto ele ainda estava vivo, só restam os vídeos disponíveis no Youtube e as reprises mensais do Cassino do Chacrinha na TV à cabo (se bem que na realidade nem isso temos mais, pois o Viva fez o favor de trocá-las pela reprise do Estação Globo).   
Apesar da falta de reprises de seus programas na televisão, Chacrinha é considerado até hoje um grande comunicador e apresentador de programas de auditório, dando inclusive oportunidades para quem estava tentando ingressar na carreira artística, como Roberto Carlos e Raul Seixas, que foram revelados em seu programa. Além de dar chance aos que buscavam um lugar ao sol, o apresentador também levava ao seu programa cantores que estavam fazendo sucesso na época, como Wando, José Augusto, Tim Maia, Marina Lima, Patrícia Marx, Dominó etc.

Momento Globo de Ouro: Carinhos

Interpretada por Tim Maia, a música foi lançada pelo cantor no LP Carinhos, em 1988. 


sábado, 29 de junho de 2013

Crítica da Semana: Somos tão jovens


Thiago Mendonça, o intérprete de Renato Russo, ficou praticamente
idêntico ao cantor e compositor em alguns momentos do filme.
Na esteira de filmes e documentários que levam a vida de um cantor às telas de cinema, como foi o caso de Cazuza, Luiz Gonzaga e Raul Seixas, Somos tão jovens foi responsável por trazer ao grande público uma parte da vida de Renato Russo, pois a obra está longe de ser biográfica.
Lançado em maio de 2013, o filme é muito interessante para os fãs que conhecem muitos detalhes da biografia de Renato Manfredini Júnior, mas não para aqueles que o estão assistindo para descobrir quem foi o Renato Russo, nome com o qual ele se tornou uma das maiores referências do rock brasileiro como cantor e compositor.
Apesar de ser muito importante mostrar como era a vida dele antes do sucesso e render boas cenas ao filme, como a parte em que ele canta Ainda é Cedo e diz que ela foi feita para uma amiga (aliás, a música é uma das minhas preferidas da Legião Urbana), mas seria bem mais interessante mostrar, inclusive para os fãs, o que aconteceu com a banda depois do show no Circo Voador.
O filme foi encerrado com o vídeo de uma
apresentação do verdadeiro Renato Russo.
Embora todos já saibam o grande sucesso que a Legião fez na década de 80, seria importante mostrar mais sobre o sucesso da banda, o nascimento de Giuliano, o único filho de Renato Russo, e também falar sobre a morte do cantor, em 1996, até porque a inclusão dessas partes evitaria o final repentino e sem nexo que foi dado ao filme, sem contar a decepção causada em quem esperava ver tudo isso e se deparou com aquela cena de “eles vão para o Rio amanhã, vamos invadir uma festa”, um vídeo de Renato cantando e os créditos de encerramento rolando logo em seguida.
Apesar da falta da famosa Pais e Filhos, um ponto positivo foi ver na tela de cinema outras músicas tão famosas na voz de Renato, mesmo que elas tenham sido interpretadas pelo ator Thiago Mendonça,  que interpretou muito bem o cantor no filme. Algumas dessas canções foram Eduardo e Mônica, Faroeste Caboclo, Ainda é Cedo, Que país é esse?, Geração Coca-Cola, Por Enquanto (muito famosa na voz de Cássia Eller) e Tempo Perdido, música que inspirou o título do filme.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Repeteco: Em flor

Composta por Paulo Castanheira, a música é a versão brasileira de Too Young, de Nat King Cole. Em 2006, Em flor fez parte da trilha sonora da novela O Profeta, sendo interpretada por Thays Bonizzi.


quinta-feira, 27 de junho de 2013

Som Brasil desse mês homenageia a Bossa Nova


Comandado por Patrícia Pillar, o terceiro episódio da temporada do Som Brasil homenageará o movimento musical originado no fim da década de 1950. 
Tendo o Rio de Janeiro como cenário e inspiração das canções do amor, do sorriso e da flor, a Bossa Nova revelou grandes nomes da nossa música, como Tom Jobim, Vinícius de Moraes e João Gilberto, trio esse que ficou mundialmente conhecido por causa de uma certa Garota de Ipanema.
E para relembrar esse movimento tão importante para a música brasileira, o Som Brasil contará com a presença de Roberto Menescal, Celso Fonseca, Georgeana Bonow, Tibless, Daíra Saboia, Alaíde Costa, Leo Gandelman, Bebossa e Chris Delano, que interpretarão clássicos como Eu e a brisa, Ela é carioca e O barquinho.

O Som Brasil em homenagem a Bossa Nova vai ao ar amanhã, após o Programa do Jô.

Dica de Quinta: Cacos de amor

Composta por Luiza Possi e Dudu Falcão, Cacos de amor foi lançada no CD Seguir Cantando, em 2011, e contou com a participação de Zizi Possi. A música atualmente faz parte da trilha sonora da novela Flor do Caribe.


quarta-feira, 26 de junho de 2013

Perfil: Marina Lima


A cantora e compositora carioca, que durante a infância e uma parte da adolescência morou nos Estados Unidos, iniciou sua carreira quando decidiu musicar Meu doce amor, um dos poemas do irmão mais velho (o poeta e filósofo Antônio Cícero, que tornou-se parceiro da irmã em vários de seus sucessos). A música foi gravada por Gal Costa em 1977, no LP Caras & Bocas.
Em 1979, Marina lançou o primeiro LP de sua carreira, Simples como fogo, tendo depois disso lançado muitas músicas que são famosas até hoje, como Fullgás, Á francesa, Eu te amo você, O chamado, Charme do mundo e Virgem.
Apesar de continuar fazendo sucesso durante a década seguinte ao lançamento de seu primeiro LP, Marina teve problemas durante a década de 1990 que comprometeram sua voz tão intimista e delicada, como a morte de seu pai, o término de um relacionamento, depressão e também um problema nas cordas vocais. Mesmo com esses acontecimentos, a voz da cantora ainda é tão bela quanto no início da carreira.


Música no Cinema: Let's Stay Together


Composta por Al Green, Willie Mitchell e Al Jackson Júnior, a música foi lançada por Al Green em 1971, sendo considerada uma das “500 maiores canções de todos os tempos” pela Revista Rolling Stone.
Em 2003, Let's Stay Together fez parte da trilha sonora do filme Como perder um homem em 10 dias, que conta a história de um publicitário e uma jornalista que começam um relacionamento por estarem participando de uma aposta.
Enquanto o objetivo dela é apontar erros que as mulheres geralmente quando estão namorando em um artigo que ela está escrevendo para a revista em que trabalha (e vai cometer com o namorado todos esses erros comuns das mulheres, a fim de que ele termine com ela no prazo de 10 dias), a intenção dele é fazer com que ela se apaixone por ele em 10 dias, como forma de mostrar que é capaz de ter um relacionamento sério. O que nenhum dos dois contava é que eles se apaixonariam durante os 10 dias de convivência, que tempo esse que rende cenas hilárias do casal.