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Ataulfo Alves e a sua Amélia


Hoje, esse cantor e compositor mineiro, que vivia no Rio de Janeiro desde os 18 anos, faria 103 anos. Apesar de Ataulfo não ser um nome comum, talvez não seja possível associar logo o nome à sua obra mais famosa.
Compositor de sambas como Sexta – feira, Atire a primeira pedra, Nem que chova canivete, Mulata Assanhada e outros, mas foi em parceria com Mário Lago que ele compôs, em 1941, um dos sambas mais conhecidos da música brasileira: Ai, que saudade da Amélia.
Aliás, essa música foi responsável por deixar bem explícito o que a sociedade machista daquela época (leia-se homens com complexo de macho alfa e suas esposas, que passavam o pensamento para seus descendentes) pensava ser o papel da mulher: o de eternamente submissa ao marido, cujas obrigações a serem cumpridas além dessa eram a de ter filhos e passar o dia em casa cuidando deles.

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