quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Dica de Quinta: Porque eu sei que é amor


Composta por Sérgio Britto e Paulo Miklos, a música fez parte do CD Sacos Plásticos, o 13° álbum dos Titãs, lançado em 2009.
No mesmo ano, Porque eu sei que é amor fez parte da trilha sonora da novela Cama de Gato, exibida pela Rede Globo.


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Som Brasil deste mês homenageia os Festivais de MPB


Maria Gadú canta 'Divino Maravilhoso', 'Arrastão', 'Andança' e 'Universo do teu corpo' (Foto: João Cotta/ TV Globo)No ano em que se completam os 45 anos do III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record, (que, diga-se de passagem, foi um dos melhores com relação a conteúdo de música e é o mais lembrado de todos porque Sérgio Ricardo quebrou o violão e jogou na plateia), o Som Brasil dedicará uma edição a esse período tão importante para a música brasileira.
Entre os cantores que vão interpretar os clássicos daquela época estão Maria Gadú, Jair Rodrigues, Maria Alcina, Tony Tornado e Emicida, que vão trazer ao palco músicas de Caetano Veloso, Gilberto, Paulinho da Viola, Milton Nascimento, Chico Buarque, Geraldo Vandré e de outros que ajudaram a escrever a história da MPB. E Domingo no Parque, Fio Maravilha, Sinal Fechado, A Banda e Disparada serão algumas das músicas interpretadas.
O Som Brasil Festivais vai ao ar na madrugada de sexta para sábado, logo após o Programa do Jô.


Coluna Anos Dourados: Resposta ao tempo


Composta por Cristovão Bastos e Aldir Blanc, a música, lançada por Nana Caymmi em 1998, ganhou o Prêmio Sharp na categoria de Melhor Música e ainda foi tema de abertura da minissérie Hilda Furacão no mesmo ano.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Música no Cinema: Grease – Nos tempos da brilhantina




Inspirado em um livro de Bronte Woodard, o filme, lançado em 1978, conta a história de um casal de estudantes de temperamentos completamente diferentes, mas que apesar disso se apaixonam durante uma viagem de verão.
Coincidentemente, a doce e sonhadora Sandy (interpretada por Olivia Newton - John) acaba se matriculando na mesma escola que seu amado, Danny (personagem de John Travolta), o que acaba pondo o casal em conflito por conta da enorme diferença de comportamento dos dois, o retratando de forma fiel o comportamento dos jovens no final da década de 1950, época na qual a história se passa.  
Além de contar a história (e os problemas) do casal protagonista, Grease também traz os amigos de Danny e Sandy (as Pink Ladies são o ponto alto dessa turma!) tentando lidar com todos os contratempos da adolescência e também muitos números musicais, o que no fim das contas acabou se tornando a especialidade de John Travolta.   

Na Minha Estante: Cinema Olympia



Composta por Caetano Veloso em 1969 para Gal Costa interpretar, a música fez parte do repertório do LP Gal (também conhecido como o psicodélico, é considerado o melhor da carreira da cantora).
Com a prisão e o exílio de Caetano, ele não chegou a gravar a música em nenhum de seus discos, deixando apenas uma versão demo, que foi lançada muitos anos depois em um álbum só de inéditas, que fazia parte de uma caixa comemorativa.
A música foi gravada por Elis Regina (quanto tempo que eu fiquei sem falar dela por aqui, não é mesmo?) em 1971, no LP Ela, considerado até hoje um dos melhores de sua carreira.    


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Revivendo a Trilha: So in Love


Composta por Cole Porter e Interpretada por Caetano Veloso, a música fez parte da trilha sonora da novela Páginas da Vida, exibida pela Rede Globo em 2006.

Perfil: Caetano Veloso


Caetano Emanuel Viana Teles Veloso, um nome que realmente faz história. Depois de 6 meses homenageando apenas mulheres nesta coluna, finalmente chegou a hora de contar a história de um homem, que é justamente ele, um dos principais representantes da Música Popular Brasileira.
Com mais de 45 anos de carreira, inteligência, talento, ousadia e criatividade são coisas que nunca faltaram a esse cara, mas que também lhe custaram a liberdade, ao ponto de ele ter de ficar exilado em Londres durante 3 anos! (Como parte boa desse exílio surgiram belas músicas, como London London, composta por ele, e Debaixo dos caracóis dos seus cabelos, composta para ele).
Apesar disso, ele conseguiu escrever seu nome na história da MPB com músicas que nada mais disseram além da verdade e que causaram uma reviravolta na música brasileira quando interpretadas nos festivais daquela época, como a eternamente famosa Alegria Alegria e a engajada É proibido proibir, durante a qual ele fez um discurso ferino quando se apresentava na eliminatória do FIC.
Além dessas, outras músicas de Caetano também se tornaram conhecidas, como Força Estranha, Você é Linda, Sampa, Baby, Menino do Rio, Meu bem meu mal, Cinema Olympia, Divino Maravilhoso, Beleza Pura, O Leãozinho, Oração ao tempo e até mesmo interpretando algumas que não foram compostas por ele, como Sozinho e Você não me ensinou a te esquecer.


domingo, 26 de agosto de 2012

Momento Globo de Ouro: A nossa história de Amor


Muito famosa na voz de Maurício Mattar, essa música fez bastante sucesso no final dos anos 1980, sendo interpretada por Gilson. 

Crítica da semana: O que falta a Nara Leão?



Nos últimos meses, muito se falou de Elis Regina, Maysa, Rita, da turma dos setentões (Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento e Paulinho da Viola) e vários outros artistas que ajudaram a construir a história da Música Popular Brasileira, mas uma figura importante vem sendo esquecida quase sempre: Nara Leão.
É no mínimo espantoso que uma das artistas que mais lutou contra a Ditadura Militar não mereça um pouco de reconhecimento nem no dia em que completaria 70 anos, pois o dia 19 de janeiro só rende homenagens a Elis Regina, que depois de passar anos como inimiga pública de Nara, morreu no dia de seu quadragésimo aniversário. Ou seja: a pimentinha mais uma vez ofuscou a musa da Bossa Nova.

E como esse ano completaram-se os 30 anos da morte de Elis, mais uma vez o destaque foi para ela, enquanto o site (http://naraleao.com.br/) que a filha de Nara Leão lançou com a discografia e boa parte da vida dela disponível para o público foi praticamente ignorado pela imprensa. Vale lembrar que essa foi a única homenagem concreta que se fez à cantora esse ano.  
Além disso, neste mês um show tributo organizado por Rafael Cortez em homenagem aos 70 anos de Nara Leão foi cancelado por falta de patrocínio. Ora essa, com tanta gente investindo em um monte de coisa que não tem um pingo de conteúdo, será que não dava pra reservar um pouquinho da cota de patrocínio para levar uma homenagem a uma artista tão importante para a história do país?
Esses sucessivos acontecimentos, aliados ao fato de que os discos da cantora nunca mais foram postos à venda, mostram que algo está errado nessa história, pois o que a imprensa e as pessoas em geral tem contra Nara Leão para ignorá-la desse jeito? O que falta para ela ser tão digna de homenagens quanto Elis Regina e Maysa?
Eu já cheguei até a pensar que esse descaso todo com relação a ela seja porque os fãs das outras duas não a aceitam porque sabem que ela foi o verdadeiro amor de Ronaldo Bôscoli (ta, eu sei que vai parecer que eu a estou defendendo, mas isso de que Bôscoli amou Nara até o fim da vida dele está escrito em sua biografia). Outro motivo que talvez explique esse “gelo” todo pode ser o fato de que a voz dela não era tão potente assim, o que a tornou alvo de muitas críticas, inclusive da própria Elis, que dizia que ela não era cantora. Tudo bem ela não ter aquela voz de estremecer o quarteirão, mas mesmo assim encarou as músicas de protesto com muita vontade e conseguiu passar as mensagens que queria.
Entretanto, nenhuma dessas razões e nem mesmo a acusação de que ela traiu todos os movimentos dos quais fez parte (Bossa Nova, Samba de Morro, Música de Protesto, MPB e Tropicalismo) a faz menos importante do que qualquer outro cantor que desafiou o regime militar, ao ponto de cantar músicas de conteúdo extremamente crítico ao regime e dar declarações que quase lhe custaram a liberdade.
Sendo assim, o que se pode fazer no momento é procurar saber quem foi Nara Leão e prestar atenção nas letras de suas músicas antes de fazer qualquer tipo de julgamento levando voz e birras em consideração, pois mesmo que ela não esteja entre minhas cantoras preferidas, seria bastante injusto se eu simplesmente ignorasse a importância dela para música brasileira.       

sábado, 25 de agosto de 2012

Chico e Caetano dá lugar ao Som Brasil em Setembro


Beth Carvalho ao lado de Chico e Caetano (Foto: Reprodução / TV Globo)Para os fãs do programa Som Brasil, aí vai uma boa notícia: hoje a noite vai ao ar no Viva o último episódio de Chico e Caetano, que estava sendo reprisado no canal por conta dos 70 anos de Caetano Veloso em agosto. O programa contará com a presença de Beth Carvalho, Cazuza e Elza Soares.
Com o fim da reprise do programa, que foi ao ar originalmente em 1986, o Som Brasil volta a ser exibido no horário, e o homenageado no episódio que marcará a volta do musical ao Viva será Dorival Caymmi.
O último episódio do programa Chico e Caetano vai ao ar hoje, à meia-noite e será reprisado no domingo, às 19h20.

Repeteco: Um Anjo veio me falar

Versão brasileira de Angel in my heart, a música foi um dos maiores sucessos do CD C’est la vie, o segundo do grupo Rouge, lançado em 2003. No mesmo ano, a música foi a trilha sonora dos protagonistas da novela Canavial de Paixões, que começou a ser reprisada essa semana no SBT.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Dica de Quinta: Pintura Íntima


Hoje, a eterna vocalista do Kid Abelha, Paula Toller, faz inacreditáveis 50 anos! E para lembrar essa data tão especial, nada melhor do que falar da música que mais fez sucesso em sua voz (e que por incrível que pareça faz sucesso até hoje!): Pintura Íntima.
Composta por Leoni e Paula Toller (antes do episódio da pandeirada na cara, é claro), a música foi o primeiro trabalho do Kid Abelha (que na época tinha o nome de Kid Abelha e os Abóboras Selvagens) assim que a banda assinou com a Warner.
Curiosamente, o álbum foi duramente atacado pela crítica, que chegou a afirmar que eles jamais se firmariam no Rock Brasileiro por compor músicas fúteis e açucaradas demais.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Coluna Anos Dourados: Only You


Composta por Buck Ram em 1954, Only You and you alone (mas é mais conhecida apenas como Only You), essa música tão famosa não é fruto da gravação original, pois enquanto a versão lançada por Tony Williams e o grupo The Platters em 1955 é conhecida até hoje como um marco da música da década de 1950, a gravação original, feita por eles no ano anterior, não ficou boa.
Curiosamente, Only You foi regravada em 1974 pelo ex-beatle Ringo Starr por sugestão de John Lennon, que participou da gravação tocando guitarra acústica e ainda gravou um guia vocal. A versão dos dois garotos de Liverpool chegou ao topo das paradas românticas no início de 1975.
Muito usada em trilhas sonoras de produções que falem sobre a década de 1950, a música faz parte da trilha sonora da minissérie Engraçadinha: seus amores e seus pecados, que será reprisada de novo no Viva a partir de amanhã, em comemoração aos 100 anos do nascimento do autor da história, Nelson Rodrigues.  

Sábado é dia de Chacrinha


Cassino do Chacrinha (Foto: Nelson Di Rago)No próximo sábado, dia 25, mais um episódio do Cassino do Chacrinha estará na telinha do Viva. Desta vez, além dos “convidados cativos do programa”, como Roberto Leal, Elke Maravilha, Lulu Santos e Roupa Nova, o velho guerreiro ainda receberá Dercy Gonçalves.
O programa ainda contará com alguns artistas que estavam em alta naquela época (segunda metade da década de 1980), como Léo Jaime, Claudia Raia, Alexandre Frota, Jesse Valadão, Rômulo Arantes, Byafra, Fundo de Quintal, RPM, Jane Duboc, Pepeu Gomes, Jairzinho e Simony.
O Cassino do Chacrinha vai ao no sábado, às 13h e será reprisado no domingo, às 15h50, no Viva.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Na Minha Estante: Tente Outra Vez




Hoje, faz 23 anos que o eterno maluco beleza deixou o Rock Brasileiro órfão, mas nem o tempo foi capaz de apagar o brilho desse grande astro da Música Popular Brasileira.
E para homenagear o cara que nasceu há 10 mil anos atrás, o Na Minha Estante de hoje vai falar de uma das músicas mais famosas e também encorajadoras da carreira de Raulzito: Tente Outra Vez.
Composta por Paulo Coelho, Marcelo Motta e Raul Seixas em 1975, a música fez parte do repertório do LP Novo Aeon, lançado no mesmo ano, que apesar de não ter feito o mesmo sucesso do LP anterior de Raul, Gita, está na 53ª posição na lista dos 100 maiores discos da Música Brasileira, publicada pela Revista Rolling Stone Brasil em 2007.  
E agora, vamos a parte curiosa da história de Tente Outra Vez: Essa música foi a responsável por Chitãozinho e Xororó, cuja carreira na época não deslanchava de jeito nenhum, terem decidido continuar cantando, pois a mensagem de “não desista nunca” que a música traz chegou bem na hora em que eles cogitavam desistir de cantar.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Revivendo a Trilha: Dancin’ Days


A música, que é até hoje a mais conhecida do grupo As Frenéticas, foi o tema de abertura da novela Dancin’ Days, que foi ar na Rede Globo entre a segunda metade de 1978 e o início de 1979. 

domingo, 19 de agosto de 2012

Momento Globo de Ouro: Pode vir quente que eu estou fervendo


Composta por Eduardo Araújo e Carlos Imperial em 1967, Araújo se inspirou para compor a primeira parte da música quando ouviu a frase-título durante uma negociação de gado.
A canção foi lançada no primeiro LP de Eduardo Araújo, O Bom, mas só estourou mesmo na versão feita pelo Tremendão (Erasmo Carlos), o que além de transformar a música em uma das mais famosas da Jovem Guarda, colocou Eduardo Araújo entre os ídolos da juventude da época.
Em 1990, a banda de rock Ultraje a Rigor lançou uma versão de Pode vir quente que eu estou fervendo em seu quarto disco, Por que Ultraje a Rigor, cujo repertório trazia músicas que influenciaram o início da carreira do grupo.

sábado, 18 de agosto de 2012

Crítica da Semana: Rita Lee Mora ao Lado



Lançado em 2006, o livro de Henrique Bartsch na verdade não é uma biografia de Rita Lee contada de maneira tradicional, e sim por meio das memórias de Bárbara Farniente, uma personagem cuja história se mistura com a da cantora.
No início, a impressão que dá que é Bárbara odeia Rita, pois essa, além de ter uma vida muito mais interessante do que a dela, a infernizava sem nem ao menos sonhar que Bárbara e a mãe dela, Diva, espiavam sua família pela janela diariamente. Com o desenrolar da história, é possível perceber que a “antagonista” da rainha do rock, apesar de jurar para o leitor que não gosta dela, estava fazendo o papel de anjo da guarda, principalmente no que diz respeito à carreira.
Com essa espécie de narradora onipresente, o livro com certeza ficou muito mais interessante, pois além de não ser aquele tipo de biografia que mais parece um dossiê frio e maçante da carreira da pessoa, um personagem contando a história torna a leitura bem mais divertida. Mas, é claro, sem deixar de mostrar o que todo fã da Santa Rita de Sampa espera encontrar em uma biografia: a vida pessoal e as histórias da carreira de uma das cantoras mais importantes da Música Popular Brasileira e também do Rock Brasileiro.


Ficha Técnica:

Título: Rita Lee mora ao lado: uma biografia alucinada da rainha do rock
Autor: Henrique Bartsch
Assunto: Música
Ano de Lançamento: 2006
Número de Páginas: 256
Editora: Panda Books




quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Dica de Quinta: Jailhouse Rock


E continuando a homenagem aos 35 anos sem Elvis Presley, a música de hoje foi um dos maiores sucessos da carreira do cantor. Composta por Jerry Leiber e Mike Stoller, ela foi lançada por Elvis na segunda metade da década de 1950, tornando-se uma das canções mais famosas do Rei do Rock. Apesar de ter sido gravada em 1956, ela foi lançada apenas no ano seguinte para coincidir com o lançamento de um filme do cantor, que também se chamava Jailhouse Rock.
De acordo com uma lista das 500 melhores canções de todos os tempos, feita pela revista Rolling Stone, a música ficou na 67ª posição. Além disso, Jailhouse Rock ficou em 1° lugar no The Rock and Roll Hall of Fame’s 500 songs that shaped Rock and Roll


Elvis Presley: um cantor que realmente merece ser chamado de Rei


Hoje, faz 35 anos que o mundo do Rock and Roll recebeu uma das piores notícias de todos os tempos: o dono de uma das vozes mais expressivas não só do rock como também da música mundial havia morrido. O choque foi tão grande que até hoje tem gente que jura que Elvis não morreu.
Com uma infância difícil por conta de um furacão em sua cidade natal e a mudança de cidade com a mãe após ser despejado de casa quando o pai foi preso, Elvis Aaron Presley começou a gravar algumas canções em 1953, mas sua brilhante carreira começou oficialmente em 1954.
Dois anos depois, Elvis, que a essa altura já era um cantor conhecido, transformou-se num sucesso internacional ao desafiar padrões, culturas e regras impostas pela sociedade repressora da época. Esse estilo, que muitos diziam ser “coisa do demônio” por se impor como se fosse uma voz através da qual os jovens pudessem questionar aquilo que eram obrigados a seguir, hoje é mundialmente conhecido como Rock and Roll. Entretanto, por ser praticamente um revolucionário, Elvis sofreu muito preconceito por todas as etnias, pois enquanto para uns ele não devia cantar músicas que representassem os negros, paras outros ele era apenas um “caipira sulista”.
Entre seus principais sucessos estão clássicos como Love me tender, Teddy Bear, Jailhouse Rock, Kiss me quick, Hound dog, All shook up, Surrender e muitas outras, que não só deram a Elvis o título de Rei do Rock como também o deixaram marcado para sempre na história da música.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Na Minha Estante: Gita




Composta por Raul Seixas e Paulo Coelho, a música, que foi lançada em 1974 como a faixa título do quarto disco do eterno Maluco Beleza, faz alusão ao Bhagavad-Gitã, um dos textos sagrados do hinduísmo.
Além desse significado, Gita, que até hoje é considerada uma das músicas mais famosas de Raul Seixas, representa uma aparição de Deus em um de seus sonhos. Por conta do sucesso da canção, ela foi regravada por vários cantores, como Rita Lee, Maria Bethânia e Chico Buarque, a banda RPM e a dupla Milionário e Zé Rico.
E agora, uma curiosidade: em março deste ano, um trecho desta música,“o início, o fim e o meio” chegou às telas de cinemas do país, pois se tornou o título do documentário que conta a vida e a obra de Raul Seixas por meio de documentos e depoimentos.


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Revivendo a Trilha: London London


Composta por Caetano Veloso em 1971, quando ele ainda estava exilado em Londres, a música conta as experiências do cantor e compositor baiano numa terra até então desconhecida para ele. Essas sensações de estranheza e abandono que são mostradas na canção podem até ser comparadas a outra música de Caetano, Sampa, que conta as dificuldades que ele enfrentou quando chegou a São Paulo.
No ano passado, London London fez parte da trilha sonora de Amor e Revolução, do SBT, a primeira novela a retratar o período da Ditadura Militar, pois Anos Rebeldes, que também abordou esse tema, era uma minissérie.   

sábado, 11 de agosto de 2012

Semana Caetano Veloso: Menino do Rio


Assim como algumas canções que postei essa semana, essa música, composta por Caetano Veloso, não fez sucesso em sua voz. No início dos anos 1980, o cantor baiano compôs a música Menino do Rio em homenagem a um jovem carioca, José Artur Machado, mais conhecido como Petit. Frequentador assíduo da praia de Ipanema, o menino, que era tão intenso quanto a canção de Caetano, teve um fim bem trágico: em 1987, um acidente de moto o deixou com o lado esquerdo do corpo paralisado.
Desde o acontecido, o antes alegre "Menino do Rio" transformou-se em um rapaz recluso e depressivo, não lembrando em nada aquele da canção. Apesar de ainda ter chances de conseguir se curar, Petit não aguentou o trágico golpe que a vida lhe deu, suicidando-se em 1989, aos 32 anos.
A versão mais famosa da música foi a primeira, gravada em 1980 por Baby do Brasil, também conhecida como Baby Consuelo. A música ficou conhecida no mesmo ano, quando foi escolhida para ser o tema de abertura da novela Água Viva.


Semana Caetano Veloso: Divino, Maravilhoso



Composta por Caetano Veloso e Gilberto Gil em 1968, a música ficou conhecida na voz de Gal Costa quando ela a interpretou no IV Festival de Música Popular Brasileira da TV Record. Essa apresentação ficou marcada como uma reviravolta na carreira da cantora, pois ela cantou de uma forma bem diferente do que estava acostumada, sendo bem mais agressiva do que aquela Gal que o público já conhecia, cujo jeito de se apresentar era inspirado na Bossa Nova, estilo que ela admirava desde a adolescência.
No mesmo ano, estreou na TV Tupi o programa Divino, Maravilhoso, comandado por Gil e Caetano, na época líderes do movimento musical mais badalado do momento, a Tropicália. Além deles, o programa contava com a participação de Jorge Ben, Os Mutantes, Gal Costa e o conjunto Os Bichos.
No ano seguinte, a música fez parte do LP Gal Costa, o primeiro individual da cantora e que contava com a música Baby, que viria a ser um grande sucesso tanto na carreira da baiana como também uma das composições mais conhecidas de Caetano Veloso



quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Dica de Quinta: O mar serenou


Composto por Candeia, esse samba, que foi um dos maiores sucessos da carreira de Clara Nunes, foi lançado no álbum Claridade, de 1975. 

Semana Caetano Veloso: Força Estranha


Como o próprio nome da música já diz, ela tem uma energia diferente, o que não só a fez se destacar em uma época em que muitas músicas alcançaram estrondoso sucesso como também continuar sendo muito conhecida depois de mais de 30 anos da gravação original.
Composta por Caetano Veloso, Força Estranha foi gravada em 1978 por Roberto Carlos e por Gal Costa em 1979, tornando-se assim uma das músicas mais conhecidas de ambos. Por esse motivo, geralmente não é muito associada a Caetano.  

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Semana Caetano Veloso: Alegria, Alegria

Embora Caetano Veloso tenha feito sucesso com várias músicas, Alegria, Alegria é especial, pois além de ser uma das mais famosas, foi também determinante para que Caetano Veloso entrasse de vez para a história da Música Popular Brasileira.
Composta em 1967, a música foi feita mais ou menos nos mesmos moldes de A Banda, música de Chico Buarque que no ano anterior havia parado o país durante suas apresentações no Festival da Record. Entretanto, Caetano foi mais crítico e também polêmico no III Festival de Música da Record, principalmente ao levar o grupo de rock Beat Boys para se apresentar com ele. O simples fato de ele incluir guitarras elétricas em sua apresentação já foi suficiente para despertar a ira da poderosa ala da MPB, pois para esse grupo, guitarra era uma influência alienante por ser o grande símbolo do Rock’n’roll.
Apesar de ter recebido muitas vaias por conta dessa “afronta” a dita verdadeira música brasileira, Alegria, Alegria conquistou boa parte do público presente no Teatro Paramount, terminando em 4° lugar. Um fato curioso é que a música vencedora no Festival daquele ano, Ponteio, praticamente não é lembrada por ninguém, enquanto a de Caetano Veloso é conhecida até hoje como uma das principais músicas do movimento tropicalista, liderado pelo próprio Caetano entre a primeira metade de 1967 e o final de 1968.
Em 1992, foi o tema de abertura da minissérie Anos Rebeldes, que retratava boa parte do período da Ditadura Militar no Brasil, e como essa foi uma das principais músicas de protesto contra o regime, cumpriu perfeitamente o papel de ser o carro-chefe da minissérie, que, aliás, tinha uma trilha sonora simplesmente impecável.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Semana Caetano Veloso: Debaixo dos caracóis dos seus cabelos


Hoje é um dia muito especial para a música brasileira, pois Caetano Veloso completa 70 anos. Dessas 7 décadas, o nosso querido Caê dedicou quase 5 delas (ele tem 47 anos de carreira) a fazer músicas que façam o público pensar sobre o que está nos versos de suas composições. E para homenageá-lo sem escolher uma música muito óbvia, a canção que eu escolhi para este dia tão especial fala sobre Caetano, mas não foi composta por ele.
Composta por Roberto Carlos e Erasmo Carlos em 1971, Debaixo dos caracóis dos seus cabelos é uma homenagem a Caetano Veloso, que morava em Londres na época porque havia sido deportado pela Ditadura Militar em 1969. Além disso, a música foi uma forma de se solidarizar ao cantor e também de retribuir o apoio que um dia receberam do baiano, pois na época em que a Jovem Guarda era vista como música alienante por se inspirar em estilos internacionais, Caetano e os Tropicalistas deram apoio a Roberto e sua turma. 
Mais do que uma simples música, Debaixo dos caracóis dos seus cabelos mostra principalmente uma coisa que muita gente não acredita que exista no mundo artístico, mas que atos com esse provam o contrário: a amizade. E além desse sentimento tão nobre, é importante destacar que essa música mostra o quanto Roberto Carlos respeita e admira Caetano Veloso, o que o torna respeitável também, mesmo que ele não seja tudo isso que as pessoas dizem sobre ser o "Rei da Voz" e nem um dos meus cantores preferidos.     


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Revivendo a Trilha: Você é Linda


Composta por Caetano Veloso, a música foi lançada em 1983, no LP Uns, que apesar de não ter sido bem recebido pela crítica, tornou-se conhecido por trazer essa canção em seu repertório. Com uma melodia totalmente puxada para o estilo romântico, a canção que fala o quanto a mulher amada do eu lírico é linda se tornou um dos grandes sucessos da carreira no baiano.
Entre o final de 2005 e a metade de 2006, Você é Linda foi o tema de abertura da novela Belíssima, de Silvio de Abreu, o que fez com que essa música voltasse a ser muito tocada e se afirmar mais uma vez como uma das melhores músicas de Caetano Veloso.

Semana Caetano Veloso: Sampa


Composta por Caetano Veloso, essa música foi lançada pelo cantor e compositor baiano em 1978, no LP Muito – Dentro da estrela azulada, se tornando um de seus maiores sucessos. Um fator que com certeza ajudou para que Sampa ficasse tão famosa foi que a letra da música conta a história de Caetano Veloso na cidade de São Paulo.
Como todos que saem de uma cidade pequena para uma capital, principalmente para São Paulo, no início ele passou por muitas dificuldades, estranhou a cultura e o estilo de vida dos paulistanos, mas sua estada na cidade não foi marcada apenas por coisas ruins. Entre as coisas boas que o aconteceram na terra da garoa, uma delas foi conhecer Rita Lee, a quem ele considera “a mais concreta tradução”da cidade de São Paulo.
Outra parte da música chama a atenção é o final, quando ele diz que novos baianos passeiam na garoa, pois a impressão que dá é houve uma alusão ao grupo Novos Baianos, do qual Pepeu Gomes e Baby do Brasil fizeram parte na década de 1970. Aliás, dá até para fazer um trocadilho com a expressão Novos Baianos, uma vez que esse termo também pode estar querendo dizer que os baianos do movimento Tropicalista (que foi um dos destaques no fim da década de 1960 e um marco na música brasileira) já não são mais novidade, ou seja, que estão “velhos”.
E agora, uma curiosidade: Quando se mudou com sua mulher, Dedé Gadelha, para São Paulo, Caetano Veloso morou próximo a esquina das ruas Ipiranga e São João, e por isso as homenageou na letra de Sampa.

domingo, 5 de agosto de 2012

Semana Caetano Veloso: Baby

Na semana em que Caetano Veloso, que é um dos artistas mais importantes da Música Popular Brasileira, completa 70 anos, nada melhor do que relembrar algumas de suas principais músicas, mesmo que nem todas tenham ficado famosas em sua voz. E esse é exatamente o caso da música de hoje, Baby.  
Composta por Caetano Veloso para que Maria Bethânia a interpretasse, essa canção se tornou um clássico da Música Popular Brasileira quando foi lançada na voz de Gal Costa, em 1968. Apesar de ter sugerido que o irmão compusesse uma música para ela cantar, Bethânia acabou desistindo de gravá-la por não querer associar sua imagem a do movimento tropicalista, do qual seu irmão era o líder e seus amigos mais próximos faziam parte.
Inicialmente, Baby fez parte de Panis et circencis, o LP que oficializava o movimento tropical, do qual faziam parte artistas importantes, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Nara Leão, Gal Costa, Capinam, Torquato Neto, Tom Zé, Os Mutantes e os maestros Rogério Duprat e Júlio Medaglia.
Com um estilo não tão romântico como as músicas desse gênero na época, a música mostrava claramente a influência que os Estados Unidos havia conquistado sobre o mundo, tanto que um dos versos da música diz que a pessoa precisa aprender inglês, já que na década de 1960 os EUA já eram o “Big Boss”. Além disso, Baby conseguiu aproximar a Jovem Guarda e o Samba do Poeta da Vila de Chico Buarque no início da carreira, ou seja: uma música romântica sim, mas não totalmente alienada a ponto de esquecer pontos importantes para o funcionamento do mundo, como, por exemplo, a Economia e a Cultura.
A versão de Baby na voz de Gal Costa foi lançada também no álbum solo da cantora, em 1969, tornando-se um dos maiores sucessos de sua carreira. Além de Gal, algum tempo depois ela foi regravada por cantores conhecidos, como Os Mutantes e Bebel Gilberto.