quarta-feira, 7 de maio de 2014

Revivendo a Trilha: Every Breath You Take

Lançada em 1983 no álbum Synchronicity, da banda The Police a música de Sting e Mike Oldfield começou a fazer sucesso no Brasil no mesmo ano, quando fez parte da trilha sonora da novela Voltei pra você, sendo interpretada pela banda .
Aliás, Every Breath You Take já esteve presente em outras trilhas sonoras de novelas brasileiras, como a novela Desejos de Mulher e o seriado Malhação.

sábado, 5 de abril de 2014

Repeteco: 20 e poucos anos

A segunda música da trilha de Água Viva que escolhi para postar aqui foi a emblemática 20 e poucos anos, que faz sucesso até hoje. Recentemente, ela foi regravada por Filipe Catto.
Considerada praticamente um hino da juventude, a canção aborda questões que principalmente no fim da década de 1970 já eram um drama para os jovens, como a liberdade para lutar por seus sonhos, desejos, pela preservação da individualidade nos relacionamentos e o peso das escolhas feitas.
Lançada em 1979 no LP Fábio Júnior, a música composta pelo mesmo fez parte da novela em 1980, sendo tema de Janete e Marcos. Curiosamente, 20 e poucos anos foi o tema do personagem que Fábio Junior interpretava em Água Viva


segunda-feira, 31 de março de 2014

Revivendo a Trilha: Pra não dizer que não falei das flores

Hoje completam-se 50 anos do início do período mais vergonhoso da história do Brasil. Ao ver o presidente do país ser deposto naquele sombrio 31 de março de 1964, os brasileiros perderam a liberdade, os direitos e, no caso de alguns, até a vida.
Apesar de ser impossível comemorar uma data como essa, ela precisa ser lembrada para que nunca mais se repita, pois ninguém consegue viver com dignidade se for privado de seus direitos e muito menos suporta ser completamente adestrado por quem quer que seja, mesmo que esse alguém seja um governo que prende, tortura e mata quem não está satisfeito com ele.
Por conta dessa data, escolhi postar a música que, para mim, simboliza não só o quão longe a música pode chegar quando é usada para passar mensagens realmente válidas como também a importância da união para lutar por uma causa e também o quanto um governo pode ser cruel e totalmente opressor, a ponto das pessoas não poderem falar o que pensam abertamente. 
É possível imaginar que a situação era desesperadora naquela época porque, se compondo Pra não dizer que não falei das flores e outras músicas cujo único defeito era dizer a verdade um artista famoso como Geraldo Vandré teve que  fugir do país como se fosse um criminoso, o que acontecia quando uma pessoa comum começava a expor suas ideias com certeza devia ser muito pior. 
E por falar nessa canção tão importante, ela conseguiu enfrentar a censura, a Globo e ficou em segundo lugar no FIC, o III Festival Internacional da Canção, que era transmitido pela Globo. Embora Sabiá, a música campeã, seja belíssima e desmerecer Chico Buarque e Tom Jobim seja praticamente uma afronta a MPB, a verdade é que Pra não dizer que não falei das flores merecia muito mais ter vencido o Festival por trazer em sua letra tudo o que as pessoas tinham vontade de dizer naquele momento e não podiam, pois certamente despareceriam imediatamente. 
No ano do Festival, 1968, o regime começou a ficar especialmente insuportável, não só por causa da censura mais dura ainda e das prisões e repressões, que já haviam se tornado comuns, como também do famoso AI-5, que terminou de enterrar qualquer chance de democracia no país e deu o aval para que o governo fizesse o que bem entendesse, como prender Veloso e Gilberto Gil, que além de presos foram praticamente expulsos do Brasil meses depois.
Em 2011, a música fez parte da trilha sonora da novela Amor e Revolução, do SBT, primeira emissora que teve coragem de expor os detalhes desse período negro e ainda trazer depoimentos de algumas pessoas que foram presas, torturadas e até de parentes dos chamados desaparecidos políticos, que todo mundo sabe que foram assassinados, mas que até hoje ninguém achou os corpos. 
Apesar de a Globo ter feito a minissérie Anos Rebeldes em 1992, por alguma razão a emissora nunca fez uma novela tendo esse tema como principal, o que teria sido muito bom para que se pudesse conhecer ainda mais detalhes, mesmo sabendo que nunca vamos saber a íntegra do que aconteceu no Brasil entre 1964 e 1985. Por conta disso, coube ao SBT contar mais sobre a ditadura, mostrando inclusive o lado dos militares e também os erros da esquerda, coisa que a Globo não fez em Anos Rebeldes, quando romanceou demais a história dos protagonistas e esqueceu o que deveria importar para o público, que era o contexto histórico, pois, afinal, o foco principal não deveria ser os Anos Rebeldes
Ao mostrar os dois lados da história, Tiago Santiago, autor de Amor e Revolução, conseguiu aproximar a novela da realidade e, ao mesmo tempo, mostrar as falhas não só do regime militar como também dos comunistas, sem passar aquela ideia de que era o modelo ideal de governo. 

domingo, 30 de março de 2014

Repeteco: Desesperar jamais

A reprise de Água Viva está chegando ao fim no Viva, e para falar da excelente trilha sonora dessa novela, escolhi duas músicas que representam bem o clima daquela época para postar nessa e na próxima edição da coluna Repeteco.
A música de hoje é uma das mais animadas da trilha de Água Viva, Desesperar jamais, tema de Suely. Composta por Vitor Martins e Ivan Lins, o samba lançado no LP A noite, em 1979, faz uma reflexão, ainda que de forma bem discreta, sobre a situação vivida pelos brasileiros naquela época. 
Por trás da melodia animada e da voz poderosa de Simone, que interpretou a versão que tocava em Água Viva, a mensagem que a música tentava passar era que mesmo com a ditadura instalada há anos no país, as pessoas haviam aprendido muito durante o período e continuavam lutando por uma vida melhor e por liberdade, sem jamais perder a esperança. Ainda em 1980, a versão de Desesperar Jamais interpretada por Simone foi lançada no LP Simone ao vivo no Canecão.

sábado, 29 de março de 2014

Coluna Anos Dourados: O lado quente do ser

A música, composta pelos irmãos Antônio Cícero e Marina Lima, foi lançada por Maria Bethânia em 1980, no LP Talismã. No ano seguinte, a própria Marina gravou O lado quente do ser, no álbum Certos Acordes.
Em 1993, a música foi o tema de abertura do seriado Retrato de Mulher. Exibida pela Rede Globo, a atração de 9 capítulos trazia Regina Duarte vivendo uma personagem diferente em cada episódio.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Dica de Quinta: História sem fim

Composta por Rita Lee e Roberto de Carvalho, História sem fim tem uma letra bem interessante, talvez entre para a lista das minhas preferidas dessa dupla depois da semana passada.
O motivo da minha empolgação com essa música, que ouvi pela primeira vez no sábado, quando assisti ao monólogo Salém da Imaginação, estrelado por Luis Salém, foi perceber o quanto se pode pensar e questionar sobre o sentido da vida ouvindo uma canção como essa. História sem fim consegue reunir alguns dos maiores mistérios da existência na mesma letra, como o bem e o mal, Deus, os milagres, verdade e mentira e as clássicas perguntas: Quem sou? Para onde vou?
Apesar desse tom super filosófico e questionador, curiosamente a música é uma das faixas do álbum 3001 que simplesmente passaram batidas, já que concorrer com a faixa-título e Erva Venenosa não era uma tarefa exatamente fácil. Aliás, acredito que infelizmente essa música deve ser desconhecida por boa parte das pessoas que adoram Rita Lee, assim como tantas outras canções dela que são incríveis, mas que raramente são lembradas quando se fala dos sucessos dela, como é o caso de Independência e Vida e Zona Zen. 

Na Minha Estante: Azul


Canção composta por Djavan, Azul foi lançada por Gal Costa no LP Minha Voz, em 1982. 

terça-feira, 25 de março de 2014

Revivendo a Trilha: Nosso Louco Amor

Composta por Herman Torres e Júlio Barroso, Nosso Louco Amor foi o tema de abertura da novela Louco Amor, que foi ao ar pela Rede Globo em 1983. 
A música foi lançada no primeiro LP do grupo de rock Essa tal de Gang 90 & Absurdettes, em 1983. Misturando beatnik, new wave, rock nacional e pop rock, Gang 90 & as Absurdettes só contou com sua formação inicial no álbum de estreia, pois o fundador e líder do grupo, o jornalista e DJ Júlio Barroso, morreu no ano seguinte.  




quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Dica de Quinta: Rumo ao Infinito

O samba Rumo ao Infinito é a segunda música divulgada do CD Coração a Batucar, que será lançado em março e é o segundo álbum da cantora Maria Rita com repertório dedicado ao samba (é também o sexto álbum da carreira dela). A música foi composta por Arlindo Cruz, Marcelo Moreira e Fred Camacho.


Na Minha Estante: É Hoje


Considerado um dos sambas mais famosos da história do Carnaval Carioca, É Hoje, de Didi e Mestrinho, foi o samba-enredo da escola de samba União da Ilha do Governador em 1982.



segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Revivendo a Trilha: Disritmia

Composta por Martinho da Vila, Disritmia foi lançada em um dos álbuns mais significativos do sambista, o LP Canta, Canta Minha Gente, de 1974.
O samba, que traz a história de um boêmio que está se declarando para sua amada de uma forma nada convencional, foi o tema dos personagens Rodinei e Liara na novela Cheias de Charme. Interpretada por Zeca Baleiro na ocasião, Disritmia embalava as cenas do casal moderno e complicado.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Na Minha Estante: Te Amaré



Composta por Adriana Mezzadri, Gino e M. BrotinhoTe Amaré foi interpretada pela cantora Luka no álbum Porta Aberta, em 2003.
Com a letra totalmente em espanhol, a música passa uma mensagem tocante ao contar o drama de uma mulher que sofre com a frieza e a infidelidade do homem amado.


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Revivendo a Trilha: Esse Tal de Roque Enrow

Composta por Rita Lee e Paulo Coelho, Esse Tal de Roque Enrow é uma das músicas mais famosas da Rainha do Rock Brasileiro. Lançada em 1975, no mesmo ano ela entrou na trilha sonora de uma novela de Janete Clair, Bravo!, exibida pela Rede Globo
Ao lado de outras duas músicas famosas de Rita, Agora só falta você e Ovelha Negra, a faixa Esse Tal de Roque Enrow é uma das principais do LP em que as três foram lançadas, Fruto Proibido, o segundo disco de Rita Lee feito em parceria com a banda Tutti Frutti. O álbum é considerado até hoje um clássico do Rock Nacional pelo público e pela crítica.



quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Música no Cinema: Sina


Considerada como uma das mais famosas músicas de Djavan, Sina foi gravada por Caetano Veloso em 1982, para o LP Cores Nomes. No mesmo ano, o compositor da música, Djavan, a gravou para o álbum Luz, o 5º de sua carreira. 
Em 1994, Sina foi o tema de abertura da série Confissões de Adolescente, exibida pela TV Cultura, o que explica a presença da música na adaptação de Confissões de Adolescente para o cinema.

Mesmo após mais de 30 anos do lançamento da música e das gerações mais novas não estarem tão interessadas assim nos versos de Djavan, acho que a inclusão de Sina na trilha sonora do filme foi uma decisão acertada por fazer quem assistiu a série a se lembrar dela e também porque o elenco cantando uma música tão leve e boa foi um dos melhores momentos do filme.




segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Revivendo a Trilha: Tormento d’ Amore

A música de hoje ficou bastante famosa no final dos anos 90, quando foi o tema de abertura da novela Terra Nostra (1999). Composta por Marcelo Barbosa, Tormento d’ Amore foi interpretada por Agnaldo Rayol e pela soprano Charlotte Crunch, sendo lançada em 1999 no disco de Agnaldo Rayol, que também se chamava Tormento d’ Amore.

Perfil: Mallu Magalhães

Com voz doce, calma e letras que passam sensação de tranquilidade, Mallu Magalhães atualmente é uma das melhores opções de música brasileira para os mais jovens, uma vez que o uso da internet para fins profissionais a aproxima mais desse público.
Considerada uma das principais cantoras da nova geração da MPB, Maria Luiza de Arruda Botelho Pereira de Magalhães começou a cantar quando ainda era adolescente, sendo uma das primeiras a usar a internet para divulgar suas canções, começando assim a ganhar visibilidade na música independente.
Após disponibilizar no MySpace algumas músicas, em 2007, uma delas, Tchubaruba, fez bastante sucesso, tornando-se o seu primeiro hit. Além de intérprete, Mallu é também compositora, atividade que exerce desde os 12 anos. Grande parte das letras de suas canções foi escrita em inglês, fato esse que explica a presença frequente do idioma principalmente nos dois primeiros álbuns da cantora, ambos com o nome de Mallu Magalhães, lançados em 2008 e 2009.
Pitanga
Capa do Pitanga, álbum mais
recente de Mallu.
Seu mais recente álbum, Pitanga, foi lançado em 2011, mesmo ano em que Mallu participou da trilha sonora do filme Qualquer Gato Vira-Lata interpretando as canções Janta (dueto com Marcelo Camelo), Feminine Side, My home is my man e Para e olha pra mim. Apesar de ser uma linda canção, esta última não está em nenhum álbum de Mallu, sendo que, na minha opinião, ela combinaria perfeitamente com o repertório de Pitanga, que tem as lindas e tranquilas Sambinha bom, Olha só, Moreno e Velha e Louca.

Atualmente, a cantora está morando em Lisboa, onde está fazendo vários shows com o repertório de Pitanga, apresentando-se inclusive na versão portuguesa do programa X-Factor.  




segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

domingo, 19 de janeiro de 2014

Elis Vive

Hoje completam-se 32 anos da partida da Pimentinha, mas a impressão que me dá é que ela continua cada vez mais viva, principalmente nesse ano que passou. Para quem ainda não sabe, em 2013 eu fiz como meu Trabalho de Conclusão de Curso da faculdade de Jornalismo o livro-reportagem Saudades de Elis, que traz histórias de fãs da nossa eterna Pimentinha em forma de perfis jornalísticos.
Capa do meu Trabalho de Conclusão de Curso
E sobre esse trabalho, que durante muito tempo foi apenas uma ideia solta na cabeça de uma fã que ninguém levava a menor fé de que ia dar certo um dia, o que eu posso dizer é que não me arrependi em nenhum momento de ter escolhido e insistido nesse tema, que me trouxe tantas coisas boas.
Além de poder conhecer ainda mais detalhes da vida e da carreira de Elis (e ainda por cima poder fazer isso como uma forma de estudo, uma vez que esse trabalho foi a união da minha vida acadêmica com uma parte muito importante da minha vida pessoal), esse livro me deu uma oportunidade que eu nunca pensei que teria: conhecer pessoas que conheceram Elis pessoalmente. E olha que não estou falando daquelas pessoas que sempre dão os mesmos depoimentos sobre a cantora na mídia, e sim de quem tem histórias maravilhosas pra contar e geralmente não é ouvido. Das entrevistas presenciais que realizei – juntamente com minha dupla na execução do trabalho – as que foram feitas com esses dois admiradores de Elis que a conheceram pessoalmente (Mauro e Teresinha) são as que mais me marcaram.
Primeiro porque, embora eu já soubesse inúmeros detalhes da vida e da obra da Elis porque li em livros, encartes de CDs e na internet, a ideia de ficar diante de pessoas que conheceram e conviveram com ela era algo novo, emocionante e assustador pra mim, pois, ao contrário do que normalmente acontece comigo quando falo sobre Elis, era a primeira vez que eu não ia ser a pessoa que mais entendia do assunto na situação, o que me deixava com um pouco de medo de não saber o suficiente para segurar a conversa.
Depois porque não é todo dia que se encontra alguém que foi próximo de uma pessoa que, apesar de ser muito distante da sua geração e você nem ao menos ter chegado a vê-la na TV enquanto ela era viva, você admira demais não só pela voz, mas também porque não tinha medo de dizer o que queria e lutar pelo que acreditava, mesmo que fosse através das canções que interpretava (aliás, às vezes tenho a sensação que, apesar de adorar a voz dela e achar que é uma das mais belas que já ouvi, essa fascinação que tenho por Elis vem muito mais da personalidade que ela tinha).
E também, para quem não conheceu o seu ídolo, ficar frente a frente com alguém que o conheceu e tem histórias para contar sobre ele realmente é uma glória e um momento que precisa ser aproveitado ao máximo, tanto que em alguns momentos eu simplesmente esquecia que estava fazendo uma entrevista para fins acadêmicos, que existia uma lista enorme de perguntas para fazer e me aprofundava na conversa.
Essa união dos fãs é tão comovente porque, além de mostrar que é possível demonstrar amor sem esperar nada em troca, não é comum encontrar fãs como os de Elis, que se mobilizam para discutir e difundir a obra dela pelo mundo, mesmo que seja por meio da internet. Aliás, o mundo digital é um grande aliado dos fãs da Pimentinha, pois através dele não só é possível saber (mais) sobre a cantora como também se pode conhecer outros fãs dela.
Como eu faço parte dos fãs de Elis que sentem saudade de uma época que não viveram, fazer um livro como o Saudades de Elis foi a minha maneira de reconhecer o quanto essa mulher foi importante, uma forma de contribuir para que a memória dela continue viva e, além disso, um jeito de mostrar a importância que pode ter os fãs de um artista, pois eles amam, admiram, conhecem, defendem e muitas vezes cuidam do acervo de seu ídolo até melhor do que a própria família da pessoa.

Além do Mauro e da Teresinha, durante os meses em que estava fazendo meu livro entrevistei mais fãs de Elis que também tinham muito para contar, como é o caso de Marcelo, Geraldo e Rodrigo. Dentre os fãs de Elis que eu conheço, creio que Geraldo é aquele que mais se dedicou a cuidar da obra da Pimentinha, pois está há 32 anos à frente do Grupo Cultural Eternamente Elis e, por meio desse grupo, a vida e a obra de Elis estiveram ao alcance de mais pessoas. 
Já o Rodrigo tem uma importância diferente até mesmo para que a produção do meu livro fosse possível, pois muito do que eu sei sobre Elis hoje aprendi por causa do grupo do qual ele é um dos criadores, o Analisando: Elis Regina, que foi o primeiro grupo sobre ela que eu entrei, em 2009. Boa parte das apresentações, vídeos raros e entrevistas que eu assisti foi porque as pessoas desse grupo sempre deixavam a disposição de quem quisesse ver.   
No caso do Marcelo, acredito que ele tem uma trajetória mais parecida com a minha, pois além de também ter escolhido Elis como tema de seu TCC da faculdade de Jornalismo, ele já fez algumas matérias sobre ela e, atualmente, é um dos criadores do grupo Elis é Luz.
Esse trabalho que fiz foi uma ótima oportunidade que eu tive de conhecer mais sobre a Elis que não contam nos livros e ainda ver de perto que o amor que um fã tem não se apaga com o tempo e nem com a morte desse artista, pelo contrário: no caso da nossa Pimentinha, a cada ano que passa eu vejo mais pessoas demonstrando carinho, admiração e vontade de contribuir para que ela continue sendo (re)lembrada pelas pessoas e sem ir a lugar algum, principalmente neste 19 de janeiro, que é quando ela fica ainda mais viva. Aliás, ao longo do dia eu já vi várias homenagens e demonstrações de carinho nos grupos que participo, o que mostra que fã não é igual a mídia, que só se lembra de homenagear os artistas que já se foram em datas redondas, como 20 ou 30 anos de morte.

E para encerrar, não poderia faltar uma música de Elis. E a escolhida foi Alô, alô, taí Carmen Miranda.


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Na Minha Estante: Rapte-me Camaleoa



Composta por Caetano Veloso, Rapte-me Camaleoa foi lançada por em 1980, no LP Outras Palavras.
Em 2011, ele regravou a música ao lado de Maria Gadú, para o álbum Caetano Veloso e Maria Gadú – Multishow ao vivo.







quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Dica de Quinta: Gasolina

Composta por Bernardo Martins e Jullie, que no ano passado participou da segunda edição do programa The Voice Brasil, a música foi lançada por Jullie em junho do ano passado, no EP Gasolina. Aliás, Jullie interpretou a música em sua primeira apresentação no The Voice


terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Revivendo a Trilha: Se Quiser

Versão brasileira de Anytime, de Louis Biancaniello e Sam Watters, Se Quiser foi composta por Cláudio Rabello e foi lançada no álbum Tânia Mara, em 2006.

No mesmo ano, a música foi incluída na trilha sonora da novela Páginas da Vida, como tema do casal Isabel e Renato.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Dica de Quinta: Velha e Louca

Lançada por Mallu Magalhães no álbum Pitanga, essa música consegue descrever um pouco como me sinto agora, talvez por isso eu a tenha escolhido para postar hoje.
Entre outras coisas, a letra de Velha e Louca mostra um pouco que devemos levar a vida sem nos importar com críticas, palpites e opiniões alheias, priorizando sempre a felicidade.

Além disso, o clipe explora o lado um pouco mais sensual de Mallu Magalhães, que iniciou sua carreira quando ainda era adolescente. O vídeo de Velha e Louca conta também com a participação do marido da cantora, Marcelo Camelo, cujas composições que parecem ser uma das inspirações de Mallu.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Na Minha Estante: Telegrama


Composta por Zeca Baleiro, a música Telegrama mostra o quanto o amor e a esperança podem transformar a vida de alguém que não anda em seus melhores dias.
Lançada em 2002, a canção, que é uma das mais conhecidas de Zeca Baleiro, faz parte do repertório do álbum Pet Shop Mundo Cão.