quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Música no Cinema: Cantando na Chuva



O filme que eu escolhi para inaugurar essa coluna é um dos filmes mais famosos da história do cinema mundial. Prova disso é que, em 2006, foi criada pelo AFI (American Institut Film) uma lista com os 25 maiores musicais americanos de todos os tempos, cujo primeiro colocado é justamente esse filme: Cantando na Chuva.

Singin' in the Rain trailer.jpg
Os atores Gene Kelly, Debbie Reynolds e Donald O'connor no trailer do famoso filme Singing in The Rain.

Com o título original de Sing in the Rain, esse filme, protagonizado por Gene Kelly e Debbie Reynolds em 1952, conta a história de Don Lockwood e Lina Lamont, dois grandes atores do cinema mudo em Hollywood e que precisam se acostumar com as grandes mudanças trazidas pelo cinema falado, que se tornou uma verdadeira coqueluche assim que foi criado.
Como nem tudo são flores, eis que aparece um grande problema: acontece que Lia, interpretada por Jean Hagen, par romântico de Don que tem tanta fama quanto ele, tem uma voz horrorosa.
Para garantir o sucesso do casal que a imprensa jura que é de verdade em seu primeiro filme falado, ela conta com a ajuda de Kathy Selden, uma jovem que sonha em ser atriz, a quem Lina explora colocando-a para dublar sua voz enquanto todos pensam que é ela quem canta divinamente bem. Com o que a já consagrada atriz de cinema não contava é que Don se apaixonaria por sua dubladora, passando a tentar de tudo para desmascarar Lina para que assim Kathy seja reconhecida pelo talento que possui.
Entretanto, o que de fato eternizou esse filme para sempre na história foi a cena antológica em que o ator Gene Kelly canta e dança a canção que se tornou tão clássica quanto esse grande musical: a música Sing in the Rain, que não por acaso é o nome do filme. Aliás, uma curiosidade: essa cena tão famosa – me arrisco a dizer até que é a cena mais famosa do cinema mundial, foi gravada quando Gene Kelly estava com febre (Se estando doente ele deu um enorme show de interpretação, imagina se ele não estivesse se sentindo mal...).

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Perfil Fevereiro: Maysa



Desde muito jovem, a carioca Maysa Figueira Monjardim sempre teve atitudes muito diferentes das meninas de sua época. Nascida em 6 de Junho de 1936 com  um temperamento muito forte, ela casou-se ainda adolescente com um amigo de seus pais, André Matarazzo, empresário 17 anos mais velho do que ela.
Dessa união, que chegou ao fim em 1957, depois que ele se mostrou terminantemente contra sua carreira de cantora, nasceu em 1956 o único filho de ambos: o diretor de novelas e cinema Jayme Monjardim Matarazzo.
Mas, quem pensa que a vida de Maysa foi um mar de rosas por ter se casado com um homem milionário e ainda ter tido um filho dele está enganado, pois a vida dela foi um verdadeiro inferno: Se quando ainda era casada vivia sendo criticada pela família do marido, depois do desquite ainda continuou alvo de implicância da imponente família Matarazzo por acharem que ela continuava envergonhando o nome da família.
E para complicar um pouco mais a vida dessa grande estrela da música brasileira, ela ainda enfrentou problemas muito sérios com bebida, chegando a dar escândalos em público e tentando suicídio mais de uma vez por se sentir pressionada por todos a sua volta e humilhada pela imprensa.
Entretanto, mesmo tendo que enfrentar tantos problemas em sua vida e ainda lidar com a mágoa enorme que o filho sentia pelo fato de ela por a carreira acima até mesmo dele, a verdade é que nada disso apaga o brilho que Maysa sempre terá, mas justifica perfeitamente o estilo de música que a consagrou: o samba canção, vulgo música de fossa.
Apesar de ter consagrado cantando músicas tristes, Maysa era muito mais versátil do que as pessoas pensam. Prova disso é que ela foi uma das cantoras já famosas que ajudou a Bossa Nova a se tornar a revolução musical que foi, pois gravou várias músicas dos compositores do gênero e até mesmo um LP dedicado a elas, quando estava se relacionando com Ronaldo Bôscoli.
Entre os maiores sucessos de Maysa estão que retratavam seu estado de espírito no momento: Ouça (1957), Hino ao Amor (1959), Demais (1964), Meu Mundo Caiu (1958), Ne Me Quitte Pas (1962), O Barquinho (1961), Se todos fossem iguais a você (1957), Alguém me disse (1960) e A noite do meu bem (1961).
Como sabemos, essa brilhante carreira foi brutalmente interrompida em 22 de Janeiro de 1977, quando uma das mais bonitas vozes do Brasil calou-se para sempre aos 40 anos, depois que o carro que ela dirigia bateu na Ponte Rio – Niterói.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Crítica da Semana: Triste fim do Carnaval de São Paulo





Bem diz aquele ditado popular que “o que começa errado termina errado”, e essa frase resume perfeitamente o show de horrores que vimos ontem no Anhembi.
Uma apuração que começa com 25 minutos de atraso e com o presidente de uma escola do naipe da Vai – Vai falando que a troca de dois jurados dias antes do desfile tem “cheiro de clorofila no ar” não tinha como terminar bem, mas acho que ninguém esperava aquele trágico desfecho.
Enquanto esperávamos que acabasse a longa espera pelo início da apuração, descobrimos que os dois jurados simplesmente foram substituídos dois dias antes do desfile, o que criou uma desconfiança mais do que normal. E foi por isso que o presidente da Vai – Vai disse aquilo sobre clorofila, porque ele com certeza que previa que vinha problema por aí...
Durante a leitura das notas de evolução, qual não foi a minha surpresa – e de todos – ao ouvir 8,9 para a GAVIÕES DA FIEL? Isso é inacreditável! E não, não estou defendendo a Gaviões porque torço por ela, e sim porque nem as escolas que corriam risco de rebaixamento receberam uma nota como essa.
Depois dessa nota absurda e crente de que o Carnaval já tinha a sua campeã, eu resolvi vir ligar o computador e terminar de ver a apuração no quarto, e foi o tempo de eu chegar ao meu quarto e ligar a TV para que eu me deparasse com aquela cena que acho que nunca vou me esquecer: papéis com as notas em pedaços. O locutor quase apanhando. E torcedores derrubando grades e destruindo tudo o que viam pela frente, inclusive carros alegóricos.
Será que essas pessoas que fizeram esse escarcéu todo não percebem que destruíram os sonhos das escolas junto com aquela arruaça toda? Aquele cara que rasgou as notas destruiu junto com elas o sonho da Mocidade de comemorar sua vitória de forma alegre!
Além da atitude monstruosa que esse cidadão, teve torcida pondo fogo até em carro alegórico! Trabalho de 1 ano inteiro sendo destruído por causa de ignorância das pessoas, e sabe quem é que vai pagar essa conta?As escolas para as quais esses infelizes torcem, e que trabalham tanto para fazer um desfile digno!
Eu não duvido nada que daqui a pouco alguém ponha fogo no barracão da Império ou da Gaviões, até porque tem gente que só sabe falar mal do Corinthians, como se fosse o único time onde tem gente que não presta.
Aliás, esse é o grande problema das escolas de São Paulo: Eu não sei quem teve essa ideia estúpida de associar Escola de Samba a Time de Futebol, mas acho isso ridículo. Carnaval e Futebol só têm em comum a manipulação de certas empresas que se acham “A dona do mundo”, mas na hora que a coisa aperta finge que não fez nada.
E como se não bastasse esse circo todo, ainda apareceram acusações de que a Mocidade Alegre descumpriu 3 regras essenciais: desfilou em menos do que o mínimo de 65 minutos estipulado, com menos de 2.000 integrantes e ainda teve problemas de evolução, ficando cerca de 3 minutos parada na avenida. Se isso tudo for verdade, como os jurados têm a cara de pau de dar 3 notas 10 nesse quesito para a escola e a ousadia de dar 8,9 para a Gaviões da Fiel?
Espero sinceramente que se todas essas acusações forem comprovadas, a escola pague caro por isso perdendo seu título para quem realmente o merece, ou então que essa apuração seja anulada e as escolas Gaviões e Império de Casa Verde não paguem pela ignorância de alguns de seus torcedores com rebaixamento, uma expulsão ou até extinção. Eu concordo que quem provocou tudo isso tem que pagar, só que a conta não pode ser cobrada das escolas, que não são culpadas de nada do que aconteceu.
Parece que eu errei feio quando disse aqui no blog no dia da apuração de São Paulo que a afirmação de Vinícius de Moraes estava errada: Depois do que aconteceu terça – feira no Anhembi, acredito que São Paulo não só é o túmulo do samba como o endereço do cemitério onde ele está enterrado é o Sambódromo do Anhembi.

Enquete

Como sabemos, a música brasileira sempre foi influenciada por músicas estrangeiras, principalmente pelas americanas. Por esse motivo, vocês acham que eu deveria dedicar um espaço aqui no blog para falar sobre músicas internacionais mesmo o foco dele sendo MPB?
Para responder a essa pergunta, votem na enquete que está no lado esquerdo da página, que vai até o dia 31 de março.

Na Minha Estante: Legião Urbana


Fundada por Renato Russo quando este saiu brigado da banda Aborto Elétrico, em 1982, a Legião Urbana se tornou uma das famosas bandas de Rock do país, fazendo parte do quarteto sagrado do Rock Brasileiro juntamente com Barão Vermelho, Os Paralamas do Sucessos e Titãs.
Para homenagear essa banda, cuja primeira apresentação foi em 5 de Setembro de 1982, eu escolhi aquela que seja talvez uma das músicas mais famosas da banda por contar uma história que pode acontecer na vida real: Eduardo e Mônica.
Lançada no disco Dois, em  Junho de 1986, a música conta a história de duas pessoas que, apesar de não ter absolutamente nada em comum, acabam se apaixonando e amadurecendo juntos, que era o que deveria acontecer nos relacionamento e que talvez tenha sido por isso que fez (e ainda faz) tanto sucesso entre pessoas de todas as idades.
Em 7 de Junho de 2011, exatamente 25 anos após o lançamento oficial dessa música, a Vivo lançou um clipe em homenagem ao dia dos namorados contendo essa música como trilha sonora do casal, que interpretava a história de Eduardo e Mônica contada na canção de Renato Russo. O vídeo fez tanto sucesso que recebeu mais de 2 milhões de visualizações em apenas dois dias.

Viva reprisa Som Brasil que homenageou Renato Russo

Apresentado por Camila Pitanga e exibido originalmente em Setembro de 2009, o Som Brasil em homenagem ao fundador da banda Legião Urbana, Renato Russo, foi ao ar ontem a noite e ganhará uma reprise daqui a pouco, no Viva.
Entre as canções apresentadas no programa estão as mais famosas do cantor e compositor carioca, como Tempo Perdido, Eduardo e Mônica, Que país é esse?, Índios e várias outras músicas que conseguem encantar todas as gerações mesmo depois da morte de seu líder, em 1996, e que instigam a reflexão das pessoas com suas letras cheias de conteúdo, o que é raro hoje em dia.
E para cantar esses clássicos da música brasileira, Leila Pinheiro, Zélia Duncan, Mop Top e Jay Vaquer irão ao palco do Som Brasil interpretar essas músicas que fizeram Renato Russo e sua Legião Urbana entrarem para a história do Rock Brasileiro e se manterem vivos nesse cenário até hoje.
O Som Brasil em homenagem a Renato Russo vai ao ar daqui a pouco, às 18h, no Viva.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Viva reprisa Chacrinha especial de Carnaval de novo

Para quem não teve a oportunidade de assistir as duas reprises do Cassino do Chacrinha que o Viva exibiu durante o Carnaval, o canal vai passar de novo hoje a noite o programa que foi comandado pelo velho guerreiro, que fez história na televisão brasileira durante os mais de 6 anos de exibição.
O programa reprisado, que foi exibido originalmente em 1988, apresenta várias marchinhas de Carnaval que são conhecidas até hoje e também contou a com a participação de cantores famosos como Alcione, Jair Rodrigues, Arlindo Cruz e outros.
O Cassino do Chacrinha vai ao ar hoje, às 19h, no Viva.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Dica de Quinta: Máscara


Em tempo de volta as aulas, acho que essa música é perfeita para aqueles que passam por cima de seus gostos, convicções e em alguns casos ferem a própria autoestima só para agradar aos outros, estar sempre “fazendo parte da galera descolada” e que acabam se tornando apenas pessoas vazias, sem opinião própria e que nunca vão ser reconhecidas pelo que são pelo simples fato de ninguém saber quem elas são na verdade.
Essa música, que foi composta pela cantora Pitty quando ela ainda fazia parte da banda Inkoma, foi o primeiro single de seu CD de estreia, Admirável Chip Novo, de 2003. Máscara, que logo se tornou o primeiro grande sucesso da cantora baiana, ganhou um videoclipe, foi a faixa multimídia do CD e pouco depois foi escolhida para fazer parte da trilha sonora da novela Senhora do Destino, que foi exibida pela Rede Globo em 2004.
A parte mais interessante da música é justamente aquela em que diz para as pessoas que elas não devem ter vergonha de ser diferentes e se esconder atrás da opinião dos amigos ou aquele pessoal que geralmente é admirado por ser super popular e/ou descolado, porque que graça teria o mundo se todos fossem exatamente iguais, não é mesmo?
Além do mais, eu acho que é essa música na verdade é um desabafo da própria Pitty, pois com certeza ela já deve ter se sentido alguma vez na vida pelo fato de ser baiana e não demonstrar ter a menor afinidade com o axé, que é praticamente o ritmo que tem a cara da Bahia.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Na Minha Estante: Maria Rita

A música Novo Amor, composta por Eduardo Krieger e que faz parte do CD Samba Meu, da cantora Maria Rita, é perfeita para esse fim de feriado de Carnaval. 

Crítica do Carnaval – Parte 2

Depois de uma apuração medonha como a de ontem, temo pelo que possa acontecer hoje no Rio: se a queridinha de certos poderosos for a campeã, o público pode se cansar dessa vez e tomar a mesma atitude horrenda que algumas torcidas de São Paulo tomaram...
Mas, como eu quero esquecer as cenas deprimentes que vi ontem naquela apuração e acho que meus conterrâneos não são de um nível tão baixo assim para acabar com a festa da protegida de uma certa empresa de comunicação, vou falar daquilo que é realmente importante: as escolas.
Para mim, os enredos de 4 das 13 escolas que desfilaram entre Domingo e Segunda se mostraram fortes candidatos à vitória: Portinari, Luiz Gonzaga, Bahia e Cordel Branco e Encarnado.
Depois de anos lutando para escapar do rebaixamento que de vez em quando bate no joelho da escola, parece que dessa vez a Mocidade reencontrou seu rumo ao levar a vida de Portinari para a Marquês de Sapucaí.
Homenageando esse grande pintor, que morreu há 50 anos, a escola de Padre Miguel trouxe um samba enredo bom de ser cantado principalmente na parte “È por ti que a Mocidade canta/ Portinari minha aquarela/ Rompendo a tela/ a realidade/ Nas cores da felicidade”, mostrando também que apesar dos tempos difíceis que enfrentou nos últimos anos, a escola jamais perdeu seu brilho e mocidade.
Outra escola que, como sempre, veio absurdamente linda foi a Unidos da Tijuca, que não tem um carnavalesco e sim um mago organizando seu carnaval. Com a comissão de frente já consagrada desde o segredo de 2010, mais uma vez a Tijuca se superou com aquela bateria vestida com cor de barro, aquelas lindas réplicas da Asa Branca no carro alegórico e a “coroação” mais do que merecida do grande Luiz Gonzaga como “Rei do Baião”. Se essa escola não ganhar, pelo menos com certeza estará entre as primeiras colocadas.
E agora a minha escola do coração, minha academia, Salgueiro. Esse ano, a escola trouxe o enredo Cordel Branco e Encarnado, dando enfoque na magia do carnaval, no cordel do sertão e em lampião também, trazendo um samba que é a cara da escola e a furiosa bateria mais afiada do que nunca: “Salgueiro é amor que mora no peito/ com todo respeito, o rei da folia/ Eu sou o Cordel Branco e Encarnado/ Danado pra versar na Academia”.
Entre as outras escolas que também se destacaram estão União da Ilha, que mostrou que é uma pequena grande escola falando de Londres, A minha querida Imperatriz Leopoldinense homenageando o centenário de Jorge Amado, A Porto da Pedra com seu tema interessante e inovador do Iogurte e a maravilhosa Portela, que apesar de já ser uma entidade do carnaval ao lado da Mangueira, continua nos encantando na avenida. Dessa vez, nossa grande azul e branca trouxe as festas religiosas da Bahia para a Sapucaí.
Apesar de achar que esse ano a maioria das escolas vieram lindas, eu ainda acredito que a campeã desse ano será a minha escola querida, porque apesar dos erros do ano passado que a impediram de ser campeã, esse ano o Salgueiro fez um desfile digno de primeiro lugar.   

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Crítica do Carnaval – Parte 1

Parece que a célebre frase do poetinha (Vinícius de Moraes), na qual afirma que “São Paulo é o túmulo do samba” perde força a cada ano que passa, pois a terra da garoa tem mostrado que também tem samba no pé.
Das 14 escolas que desfilaram entre sexta e sábado, 3 em especial chamaram muito a minha atenção: Vai - Vai, Dragões da Real e Águia de Ouro.
A minha simpatia pela Vai – Vai, que hoje é a minha segunda escola em São Paulo, começou no ano passado, quando ela trouxe a vida do maestro João Carlos Martins para o sambódromo do Anhembi sob a alcunha de “A música venceu”. Além do belíssimo enredo, a rainha do Bixiga ainda trouxe uma das minhas cantoras preferidas no posto de madrinha da bateria: Maria Rita
Aliás, eu achei muito feio o que ela fez esse ano: ignorou a escola, não apareceu em um ensaio e nem no desfile porque preferiu o bloco Cordão da Bola Preta. Enfim, foi uma falta de respeito muito grande para quem disse ano passado que limparia até o chão da escola.
A segunda escola que se destacou a meu ver por ter levado para a avenida o movimento que eu tanto admiro foi a Águia de Ouro. A escola foi muito feliz na escolha de retratar um acontecimento tão importante para a MPB quanto a Tropicália, só que eu acho que infelizmente não vai levar o título.
Mesmo depois de quase 45 anos da explosão de cores e idéias novas que foi o Tropicalismo, esse movimento ainda parece tão incompreendido e a frente de nosso tempo quanto era lá no III Festival de Música Popular Brasileira da Record. Ou pode ser que o problema seja o público, que continua tão preconceituoso quanto naquele tempo, porque só isso é capaz de justificar aquela média 7,8 super injusta que os telespectadores da Rede Globo deram durante a transmissão do desfile.
E agora, aquela que eu acho que merecia ser a campeã do Carnaval de São Paulo: Dragões da Real. Apesar de a escola ser muito nova e estar estreando no Grupo Especial, o enredo foi simplesmente perfeito. Nas palavras do próprio carnavalesco da escola, é difícil não gostar desse enredo.
Para quem não assistiu, a escola fez um desfile super comovente sobre as mães, o que além de ser uma merecida homenagem, é um tema com grande potencial para se consagrar campeão.
Além dessas três que eu citei, outras duas escolas também foram muito elogiadas: a Rosas de Ouro, que homenageou o empresário e apresentador Roberto Justus e a escola de SP que eu mais gosto: a Gaviões da Fiel, que trouxe a vida do ex – presidente Lula para a avenida.  

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Repeteco: Á Francesa

Essa música, que é o maior sucesso da cantora Marina Lima, embalou as cenas da personagem de Malu Mader na novela Top Model, a modelo Duda.
Á Francesa foi um dos maiores sucessos da década de 80 e é a cara dessa história por ser agitada e ensolarada como essa grande novela de Walther Negrão e Antonio Calmon, que foi exibida pela Rede Globo em 1989.
Para quem quiser rever Top Model e as cenas de Duda ao Som dessa música, Top Model passa de Segunda à Sexta – Feira, às 15h30, com reprise às 1h15 da manhã, no Canal Viva.


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Dica de Quinta: Não Deixe o Samba Morrer

O Samba, apesar de ser o gênero mais famoso e antigo do Brasil e também a raiz de todos os outros estilos musicais que existem nessa terra, não é valorizado pelos próprios brasileiros, que muitas vezes o hostilizam tanto quanto ao axé.
E aproveitando que o carnaval 2012 já começou oficialmente e também para falar um pouco mais sobre um estilo super injustiçado e que representa tanto na história da música desse país, a música de hoje, que é um dos sambas mais famosos do Brasil, foi a escolhida para homenagear o ritmo que tem a cara do Brasil e que tem tudo a ver com o carnaval também para obedecer ao título da música .
Composta por Edson e Aluísio em 1975, a música foi lançada no primeiro LP daquela que eu considero a maior cantora viva do Brasil: Alcione. Desde então, a marrom, como ela também é conhecida, se tornou um verdadeiro sucesso, transformando-se em uma das principais vozes do Brasil e tendo esse clássico do samba para sempre como um grande marco em sua carreira.



O vídeo é do ano 1976, quando ela foi ao programa Globo de Ouro cantar essa música, que foi sucesso nas paradas daquele ano.

Enquete Perfil de Março


A Coluna Perfil de Fevereiro será postada na próxima segunda, dia 27.

Quem deve ser a cantora que fará parte da Coluna Perfil do mês de Março: Maria Rita, Maria Gadú, Rita Lee, Wando ou Whitney Houston? Caso tenham outra sugestão, postem nos comentários deste post.


A enquete está no canto esquerdo da página e vocês tem até dia 29 para votar!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Sobe o Som: Problemas


A música, que embala as cenas do casal Esther e Paulo, interpretados por Júlia Lemmertz e Dan Stulbach na novela Fina Estampa, vem chamando a atenção do público porque, além de ser trilha de um casal bastante complicado, retrata consequências vividas após o rompimento de um relacionamento, ou melhor, os problemas enfrentados por casais em crise.
Além de fazer parte da trilha sonora da novela, para a qual foi encomendada, Problemas, que é uma parceria entre Ana Carolina, Dudu Falcão e Chiara Civello, faz parte do novo CD e turnê de Ana Carolina, Ensaio de Cores. 


O vídeo abaixo é o clipe oficial da música Problemas, lançado em 15 de novembro de 2011.

Tom Jobim será o primeiro brasileiro a ser homenageado no Grammy

Mesmo 17 anos após sua morte, Tom Jobim continua sendo um grande nome não só da música brasileira como também da música mundial. Prova disso é o prêmio que será entregue à viúva dele, Ana Beatriz Lontra, no Grammy Award esta noite pelo conjunto da obra do maestro, que será o primeiro brasileiro a receber um prêmio na categoria Grammy Lifetime Achievement Award.
Existente desde 1962, essa categoria é uma das principais categorias do Grammy, responsável por premiar aqueles que trouxeram contribuições para o meio musical e que já premiou pessoas como Elvis Presley, Ella Fitzgerald, Jimi Hendrix, John Lennon, Boby Dylan e outros grandes nomes da música mundial.
Essa não é a primeira vez que Tom Jobim ganha um Grammy: no passado, ele foi premiado pela lendária Garota de Ipanema e, além disso, ganhou um prêmio póstumo por pelo álbum também lançado postumamente,"Antonio Brasileiro", na categoria de "Melhor Performance Latina de Jazz", em 1995.
Para quem quiser ver a 54ª cerimônia do Grammy Awards, ela será transmitida a partir das 23h, no canal de TV a cabo TNT.

Crítica da Semana


Lançado quase no fim do ano passado, o quarto CD da cantora Maria Rita, Elo, além de trazer um estilo bem diferente de seus outros CDs, principalmente do anterior a esse, Samba Meu, é também o registro de um show intimista que percorreu o Brasil e algumas partes do mundo durante mais de um ano.
Mas do que um mero registro de repertório de show, Elo representa algumas canções que, apesar de serem velhas conhecidas tanto do público quanto da cantora, só a partir do show ganharam uma interpretação sua, garantindo assim sua inclusão nesse novo trabalho.
Depois de ter no trabalho anterior um repertório somente de Samba, no Elo a cantora trouxe músicas mais leves, lembrando bastante aquela Maria Rita do primeiro CD, com a diferença de que nesse, há os sinais da maturidade de uma carreira já consolidada e não tem toda aquela pressão de “lançamento da herdeira de Elis Regina”.
E agora, vamos às curiosidades: a  própria escolha do nome Elo já tem a ver com uma dessas músicas que são conhecidas desde sempre, a música Nem Um Dia, do Djavan, cuja letra em determinado ponto diz “E tudo nascerá mais belo, verde faz do azul o amarelo, elo”, fato que serviu de inspiração para que Maria Rita batizasse seu CD com esse nome.
Além disso, ela gravou duas outras músicas importantes por serem verdadeiros clássicos da MPB, A História de Lily Braun, que eu já falei aqui no blog essa semana, e Menino do Rio, que por sinal foi gravada por sua mãe e lançada no póstumo Trem Azul.
Outro fato que vale a pena ser destacado é que Elo ainda traz a música que durante quase um ano foi o tema de abertura da novela Insensato Coração como faixa bônus, Coração em Desalinho.
Para quem procura tanto por músicas de MPB já consagradas quanto as que fazem parte “do novo que sempre vem”, Elo com certeza é uma boa opção, uma vez que há uma tentativa tão clara da cantora de preservar essa raiz na música antiga que até foi lançada uma versão em vinil desse CD.

Ficha Técnica:

CD: Elo
Cantora: Maria Rita
Gênero: MPB
Ano de Lançamento: 2011
Número de faixas: 11
Gravadora: Warner Music                            

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Alceu Valença é o homenageado dessa semana Som Brasil


Com mais de 40 anos de carreira, o compositor de Morena Tropicana, feita em parceria com Vicente Barreto, é o homenageado do Som Brasil dessa semana. Exibido originalmente em 28 de agosto de 2009, o programa será reprisado hoje à noite pelo canal Viva.O cantor subiu ao palco para interpretar dois de seus maiores sucessos: La Belle de Jour e, é claro, Morena Tropicana.
Além do homenageado, o programa contará com a presença da cantora paulista Giana Viscardi, do pernambucano Silvério Pessoa e da cantora potiguar Khristal para interpretar grandes sucessos do cantor pernambucano.  
O Som Brasil vai ao ar hoje, às 23h e será reprisado amanhã, às 18h, no Viva.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Repeteco: Dona

Uma das músicas que mais fez sucesso na década de 1980, Dona foi composta por Luiz Carlos Sá e Guttemberg Guarabira (a dupla Sá & Guarabira), e foi gravada em 1985 pelo grupo Roupa Nova, se tornando trilha sonora da novela Roque Santeiro no mesmo ano.
Na novela, a música era tema da Viúva Porcina, interpretada por Regina Duarte. Assim como a mulher retratada letra de Dona, a personagem é uma mulher forte, impaciente,  corajosa e determinada.
Além de ser tema logo de um ícone da televisão como “a viúva que foi sem nunca ter sido”, pois ela jamais foi casada com Roque Santeiro, a música com certeza também ganhou destaque por conta da ótima interpretação do Roupa Nova, que nesses mais de 30 anos de existência já emplacou vários sucessos.
O grupo regravou essa música em quatro ocasiões: No disco Ao Vivo, de 1991, no The Best em Español, de 1992,  com o nome de Mi Dueña, em 1999, no disco Agora Sim e em 2004, no disco Roupa Acústico.
Para quem quiser conferir a trilha da Viúva Porcina na novela, Roque Santeiro está sendo reprisada de segunda à sexta, à 00h15 no Viva, com reprise ao meio-dia. 


Vídeo que faz parte DVD de 30 anos do Roupa Nova, gravado em 2010, do qual Dona é uma da músicas. 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Dica de Quinta: O que é que a Baiana tem?

Se ainda estivesse viva, Carmen Miranda faria 103 anos hoje. Para não deixar essa data passar em branco, resolvi homenageá-la contando a história de um de seus maiores sucessos: O que é que a Baiana tem?
Esse samba, que foi composto por Dorival Caymmi em 1938, também foi responsável pelo seu lançamento no mundo da música, pois essa foi a primeira música que ele interpretou na Rádio Tupi, e que acabou fazendo parte da trilha do filme “Banana da Terra”.
A pequena notável, que além de cantora foi durante a atriz com o salário mais bem pago de Hollywood durante a década de 1940, gravou a música de Caymmi em fevereiro de 1939, transformando-a em uma de suas músicas mais famosas, fama essa que resiste aos mais de 55 anos de sua morte.
Além de O que é que a baiana tem?, Eu dei, Chica-Chica-Bum-Chic, Cantoras do Rádio, Disseram que Voltei Americanizada e Taí são alguns dos outros grandes sucessos de Carmen Miranda que estão presentes até hoje na memória das pessoas.

O vídeo abaixo mostra Carmen Miranda cantando a música no filme "Banana da Terra", de 1939.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Música brega também é Música Popular


Hoje, assistindo ao vídeo show, eu recebi uma notícia que não deveria me surpreender, mas confesso que me chocou: o Wando morreu hoje de manhã em decorrência de problemas cardíacos.
Eu sei que ele já havia passado mal, operado e ainda estava internado, mas é difícil acreditar que uma pessoa que estava melhorando e até em processo de retirar os aparelhos simplesmente morra de repente.
Tenho certeza que algumas pessoas, quando lerem esse post, vão se perguntar por que eu estou falando sobre a morte daquele que chamam de “rei da música brega” num blog sobre MPB, sem parar para pensar que esse estilo, apesar de ser tão desprezado quanto o axé, faz parte da música popular tanto quanto os outros tipos de música.
As pessoas adoram menosprezar músicas como as que o Wando cantava, mas que atire a primeira pedra quem nunca ouviu uma música dele. Ainda que as pessoas rotulem como música brega, de corno, pornográfica ou outros termos totalmente preconceituosos, eu faço minhas as palavras do cantor Falcão à Folha de S. Paulo:  “... Ele fez vários sucessos, não só de música romântica. Na verdade, não dá pra colocar dentro de um rótulo de brega, de romântico, isso é o de menos. O importante é a obra que ele deixou...
Enquanto eu via a homenagem que o Vídeo Show preparou, eu comecei a me lembrar da época em que eu era criança, quando tinha mais ou menos uns 5 anos, e lá para umas 11 da noite a minha mãe colocava numa rádio que sempre tocava as músicas que o tornaram tão famoso. Ela, como qualquer fã dele, ficou muito chateada de saber do que tinha acontecido há poucos dias, e todo dia me perguntava se eu tinha visto na internet se ele havia melhorado.
Eu espero que agora, pelo menos as pessoas tenham a decência de respeitar a memória dele e não fiquem fazendo gracinhas do naipe de “será que colocaram flores ou calcinha no velório?”, porque sinceramente, mesmo que as fãs jogassem esse tipo de coisa no show, eu acho uma tremenda falta de respeito ter esse tipo de atitude ou fazer piadas em um momento desses.
Além disso, espero também que não se aproveitem da situação para lucrar e nem dar aquele ar de Cult à obra dele, dizendo agora que todo mundo morria de amores sendo que por trás estão pouco se lixando, exatamente como fizeram há quase um mês atrás, quando todos resolveram que eram fãs da Elis Regina só pode estava para fazer 30 anos que ela morreu. Tenho certeza que muita gente que a homenageou naqueles dias nem se lembra mais quem é ela. E espero sinceramente que não façam isso com o Wando, porque é muita injustiça. Agora, o que resta para os fãs dele é ouvir suas músicas e, para o resto do público, a missão de não ser um hipócrita.
E, por fim, quero deixar bem claro que não sou uma fã desesperada do Wando e nem uma fã exatamente, mas que respeito seu trabalho e suas músicas porque é o mínimo que eu tenho de fazer, ainda mais que eu já ouvi muitas músicas dele e seria muita falsidade da minha parte fingir que nada aconteceu.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Na Minha Estante: Chico Buarque e as Marias

Na Minha Estante


A música de hoje fez parte de uma minissérie bastante diferente do que costumamos ver na TV por conta do excesso de excentricidades e é uma das que eu mais gosto das trilhas sonoras desse tipo de produção: A História de Lily Braun, o tema de abertura de Cinquentinha.
Composta por Chico Buarque e Edu Lobo em 1982, essa música, para mim, é a comprovação de que romance perfeito é algo praticamente impossível de se viver na vida real: pelo que parece, Lily Braun era uma moça sonhadora que pensou ter conhecido o homem perfeito, sua alma gêmea, em uma boate.
Inicialmente, ele chama sua atenção por não disfarçar seu interesse, a olhando de maneira bem explícita tentando começar um flerte, até que ele tomou coragem e ofereceu um drinque a ela.
A partir daí, ele passou a ter aquelas atitudes super clichês de um homem quando quer impressionar uma mulher para ver se ela cai de amores por ele e se torna uma presa fácil, como por exemplo, mandar flores e escrever poemas para bancar o romântico.
E então, há uma passagem de tempo e, pelo que é possível perceber, eles se casam e o romantismo acaba: ele, que agora a tem como esposa, não se interessa mais em ser galanteador e nem em fazer os mesmos programas da época em que eram namorados, como ir ao cinema, dar flores ou sair para dançar, o que faz de Lily uma mulher infeliz e desiludida com o amor, pois enfim ela percebe que a partir do momento em que ele “ganhou o jogo”, ou seja, tornou-se seu marido, ela perdeu aquele valor que tinha antes, aquele “cheiro de novidade”, sendo agora apenas mais uma conquista.
Músicas como essa mostram que dizer que Chico Buarque é um conhecedor da alma feminina não é um mero exagero, mas, se olharmos de um segundo ângulo, também podemos desconfiar de que Lily Braun não é nada mais nada menos do que a própria Marieta Severo, sua primeira esposa.
Antes de casar-se com ele, com quem ficou por 30 anos, Marieta já era reconhecida como uma boa atriz, mas depois do casamento, em 1966, ela ganhou no pacote o rótulo de “a mulher do Chico Buarque”, o que com certeza deve ter atrapalhado sua carreira por um bom tempo por ser ofuscada pelo marido cantor e compositor de sucesso.
Entre aqueles que gravaram A História de Lily Braun, as duas Marias se destacam: Maria Gadú, que foi a primeira que eu ouvi cantar essa pérola da MPB, na abertura de Cinquentinha, e Maria Rita, que gravou essa música de um jeito completamente da outra em seu mais novo CD, Elo.    

Para que vocês possam ver como é diferente o jeito que ambas interpretaram essa música, eu resolvi postar os vídeos das duas cantando a música.

Gravação do DVD Multishow ao Vivo, em 2010.

Show realizado no Citibank Hall em 12 de Novembro de 2011.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Enquete Sobe o Som


Como ninguém mandou e-mail recomendando música para postar, eu abri uma enquete perguntando sobre dessas 5 eu devo falar: Carol ou Clarisse, Linha Tênue, Pavilhão de Espelhos, Problemas ou Reis e Ratos.
A enquete está do lado direito da página e, quem quiser sugerir outra música, poste aqui nos comentários. A enquete vai até Sábado!

Semana Tom Jobim

Corcovado



A última música da Semana Tom Jobim com certeza é uma das mais conhecidas do compositor carioca, e que até hoje é lembrada como uma das principais músicas da fase Bossa Nova do mestre Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, que era brasileiro até no nome.
Composta por Tom Jobim na época em que a Bossa Nova estava no auge, a música foi uma homenagem ao morro do corcovado, onde fica o mundialmente conhecido e apreciado Cristo Redentor.
A música foi lançada em 1960 no LP “O amor, o sorriso e a flor, de João Gilberto, se tornando um dos maiores sucessos da carreira de Tom Jobim e regravada por vários cantores importantes na história da Música Popular Brasileira ao longo desses mais de 50 anos de seu lançamento.
Corcovado foi também o tema de abertura da novela Laços de Família, do eterno autor do Leblon, Manoel Carlos, exibida pela Rede Globo em 2000.

O vídeo a seguir mostra a antológica apresentação de Corcovado por Elis e Tom no Fantástico, exibido em 20 de Outubro de 1974. Espero que vocês tenham gostado das 10 músicas que fizeram parte da Semana Tom Jobim!

Na Minha Estante: Paralamas

 
Para a primeira postagem dessa coluna, eu me inspirei na reprise do Som Brasil dos Paralamas do Sucesso e resolvi escolher um dos maiores sucessos da banda: Lanterna dos Afogados.
A música, que foi lançada em 1989 no CD Big Bang (o 5° dos Paralamas), surgiu na mente de Herbert Viana enquanto ele se dirigia de moto com sua namorada para jantar em um restaurante de Ipanema. Quando chegou ao local, a primeira coisa que fez foi pedir um papel e uma caneta para o garçom para que pudesse anotar a música que havia acabado de nascer.

A seguir, o vídeo dos Paralamas no Globo de Ouro, em 28 de dezembro de 1990, quando a música ficou entre as melhores daquele ano.
  

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Som Brasil homenageia Paralamas do Sucesso

O viva reprisa neste sábado o Som Brasil que homenageou a banda de rock liderada por Hebert Viana, formada na década de 80 e que emplacou grandes sucessos como Meu Erro e Lanterna dos Afogados. O programa foi exibido pela Rede Globo em 31 de Julho de 2009.
Além da banda homenageada, as cantoras Maria Gadú, Greice Ive e o coletivo carioca Digital Dubs vão ao palco do Som Brasil apresentado por Camila Pitanga para cantar os sucessos de uma das maiores bandas de rock do país.
O Som Brasil vai ao ar hoje, às 23h, e será reprisado amanhã, às 6 da tarde, no Viva.


Maria Gadú cantando um grande sucesso da banda, Lanterna dos Afogados.

Crítica da Semana



Na estreia da coluna Crítica da Semana, eu resolvi falar sobre um livro que ganhei no natal e que acabei de ler recentemente, e que com certeza foi um dos melhores livros sobre música que eu já li por retratar com riqueza de detalhes uma época tão importante na história da MPB: A Era dos Festivais.
O livro de Zuza Homem de Mello retrata o período em que a produção de música brasileira estava com boa qualidade, o que ocorreu entre a segunda metade da década de 1960, quando ocorreram os principais Festivais de Música do país, até os primeiros anos da década de 1970, quando esses mesmos eventos tiveram um final decadente.
O que pouca gente sabe é que antes dos Festivais que transformaram Jair Rodrigues, Elis Regina, o pessoal da Tropicália e outros cantores e compositores que hoje também fazem parte do seleto grupo de grandes nomes da MPB, houve um “piloto” chamado Festa da Música Popular Brasileira, que mais parecia um desfile da Rhodia no Guarujá promovido pela TV Record do que um evento musical.
Somente cinco anos depois é que se voltou a investir em música, só que, dessa vez, a emissora a apostar suas fichas em festival foi a TV Excelsior, com a produção de Solano Ribeiro, e que viu a vencedora da competição, que poderia muito bem ter sido uma carta na manga para a emissora que viria a falir anos depois, ser contratada pela TV Record para apresentar um programa de música.
Zuza conta, com muito bom humor, fatos muito interessantes e curiosos, como a rivalidade entre A Banda e Disparada que parou o Brasil, a exigência de Chico Buarque para que A Banda não fosse decretada campeã do Festival da Record em 1966 por achar que sua rival direta, Disparada, era muito melhor (ele ameaçou rejeitar o prêmio em público e ainda dizer o motivo).
O produtor musical também conta cenas que ele teve a sorte de presenciar não só nos palcos como também nos bastidores desses festivais, como o dia em que Maysa quase quebrou a cabeça de Elis Regina, Sérgio Ricardo jogou um violão contra a plateia na final do FIC, a vaia que Tom Jobim levou por Sabiá ter vencido a música revolucionária de Geraldo Vandré e vários outros acontecimentos pelos quais vale muito à pena fazer essa leitura.
E, além disso tudo, é claro, também é contada no livro as tentativas de manipulação dos resultados pelos patrocinadores, pela censura e, como não poderia deixar de acontecer, os problemas com a alta cúpula da Globo, que não estava muito satisfeita com algumas atitudes (e com certas pessoas).
Para quem tem interesse de conhecer a era de ouro da MPB através de dados, algumas atitudes divertidas e um tanto excêntricas e até mesmo as picuinhas entre aqueles que se tornaram nomes consagrados da Música Popular Brasileira, A Era dos Festivais é um livro bastante esclarecedor.

Ficha Técnica:

Título: A Era dos Festivais: Uma Parábola
Autor: Zuza Homem de Mello
Assunto: Música
Ano de Lançamento: 2003
Número de Páginas: 520
Editora: Editora 34